domingo, 13 de novembro de 2011

Outro Poema

Crença gelada
Fausto deserto
Caminha perto de mim um oco cão

Lealdade queimada
Forja a espada quebrada
Que o duro sangue não mente

Relincha o som da vingança
Rompe o telepático
E rasga os laços e as prendas e as preces

Jaz nesta vontade a cera
Jaz nesta vontade o molde da relutância
Mas jaz nesta vontade a chama que arde e que chama por vendetta

Poema 6

Não ando a sonhar tão alto

Que inteiro complexo
Que miríade de flurescentes
Onde brotam cores para lá da minha inocência

Que sensação completa de erguer o manto
E despertar o "pestana"
E lhe dizer que acorde

E admoestar a minha consciência
Apontar o caminho por onde passam as cores
E deslizar por entre elas

Sem me enganar
Sem mergulhar

Pois em todas as íris estão os olhos de mais mil
E como poderei eu olhar nelas?
Se das outras mal sei o cheiro?

Que prova fatídica
Que música desenrolada
Onde no fim encontrar-me-ei com o maestro

E entenderei a flor da minha prosa.