Jaula
Ouvi dizer que
as minhas palavras me ensurdeceram
Enquanto via a minha boca a cegar-me
E a minha mão a calar-me.
Eu cheirei o vulto das minhas mágoas
No momento em que ele me mantia debaixo d'água
Eu toquei, dedelhei a face do meu fim
Quando a última coisa que se via do meu corpo era a cabeça
E o resto, terra.
Estou sentado á frente da solução.
Tenho-a na pele.
Tenho-a na mão.
E tenho a minha cabeça submersa
E o resto, terra.
segunda-feira, 12 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
Poema 1
E aqui estou eu outra vez.
Eu e a caneta... nada na cabeça
só um papel de parede
branco e verde...
Infindo e com sede
Pois não há indigo que venha
Só há mendigo que sussurra "quem é rico chora"
"Nada" com todas as letras
Nuclear Absolução De Apatia
como se houvesse terramotos em marte...
como se houvesse terramotos nos sonhos
Interrompido por nuvens que pressagiam
que avisam e que gritam verdades que se aproximam
mas não se vêem ao longe
O sol cai na água..
E só quem é feliz vai nadar nas ondas..
A meia-noite vem ai.. vem ai para ficar...
Vem ai para se sentar na tua cadeira..
e eu que faço?
Eu e a caneta... nada na cabeça
só um papel de parede
branco e verde...
Infindo e com sede
Pois não há indigo que venha
Só há mendigo que sussurra "quem é rico chora"
"Nada" com todas as letras
Nuclear Absolução De Apatia
como se houvesse terramotos em marte...
como se houvesse terramotos nos sonhos
Interrompido por nuvens que pressagiam
que avisam e que gritam verdades que se aproximam
mas não se vêem ao longe
O sol cai na água..
E só quem é feliz vai nadar nas ondas..
A meia-noite vem ai.. vem ai para ficar...
Vem ai para se sentar na tua cadeira..
e eu que faço?
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